O que eu senti mais, e que talvez não tenha ficado claro no post anterior(to escrevendo muito aqui, recentemente, pq a net daqui tá um lixo e o face não tá abrindo.. e pra não perder o juízo =] ), mas o que eu tava sentindo mais era que eu tava tentando ser alguém que não sou.
Um erro que qualquer pessoa que assistiu filmes clichês ou leu livros de auto-ajuda reconhece facilmente, mas que na vida real, é difícil de ajustar.
To tentando ser a pessoa que não está sofrendo, tentando procurar pegar mil e uma mulheres pra esquecer a ex.. isso é imaturo, como uma amiga me fez perceber, e eu mesmo já percebi que não vai trazer nada de bom.
Não quero iludir ninguém, e muito menos me iludir.
Se for pra superar "essa barra que é gostar de você(adoro esse meu senso de humor que se manifesta mesmo em meio a lágrimas e pânico kkk)", eu tenho que fazer direito: sem usar ninguém.
E aguentar a saudade, sem procurar atalhos pro fim do que to sentindo.
Eu sempre tive essa sensação de ansiedade, de que minha vida tava por um fio, que qualquer coisa que eu fizesse poderia destruir tudo que construí.
Sempre menos nas fases de euforia, em que eu achava que podia fazer tudo haha
O que, obviamente, é uma besteira.
Já me mudei várias vezes, já passei por outros fins de relacionamento.
Esse foi, claro, o que mais me abalou, e veio junto com essa mudança pra uma cidade estranha, desamparado; mas eu já deveria reconhecer esse pânico.
Mesmo que eu cometesse um crime(o que não vou fazer) ou perdesse um membro - ou até um sentido - a vida ainda seria possível.
Minha mãe, inclusive, me deu o exemplo dela, de que se pode morar sozinho ganhando apenas o suficiente pra se viver, e conseguir construir o seu lugar.
Não vou expor mais a vida dela do que talvez já tenha feito aqui, mas "mainha" veio de SP pro RN durante uma depressão seríssima.. pior ou no mesmo estado que qualquer pessoa que você já tenha conhecido e que tivesse "apenas" depressão e transtorno bipolar, sem esquizofrenia ou algo do tipo.
Ela veio pro RN morar com minha vó, arrumou trampo, refez o ensino médio pra se preparar pro vestibular..
Saiu da casa da minha vó, foi morar sozinha numa cidade onde não conhecia ninguém além de uma tia, pra poder terminar a facul.
Ela acordava de cinco e meia, seis horas e saia pra trabalhar; só voltava depois de onze da noite, pra dormir.
Durante quatro anos.
E hoje, é professora efetiva de uma escola estadual, além de ter uma casa própria; algo que ninguém ia esperar quando ela voltou, e impossível se ela não tivesse se superado.
Com esse exemplo, é difícil eu deixar de me motivar, mas nesse momento.. tudo que preciso é "roer", sofrer, curtir fossa.
E quem sabe, compor(algo que não tenha a ver com drogas nem com se matar, claro) ?
Nenhum comentário:
Postar um comentário