Eu, provavelmente pelo vigésima vez, resolvi não falar de assuntos pessoais de maneiras abertas aqui. Sobre situações e fatos explícitos.
Mas eu ainda posso falar sobre o que eu to sentindo, e o meu fim de semana foi definido como um abismo de ansiedade, depressão e desespero.
As palavras são pesadas, e o aperto que eu sinto no peito também é, mas cá entre nós, não é nenhuma novidade pra mim.
Eu já pensei em me matar e hoje, eu sei que não vou fazer mais do que desejar que o carro ou moto em que eu esteja bata e eu morra.
Nunca vou dar o desgosto do meu pai e da minha mãe saberem que eu mesmo tirei minha vida.. se for por acidente, fatalidade ou algo do tipo, melhor.
A razão do meu martírio é .. minha confusão, eu acho shusahsau
Não consigo achar um motivo concreto pra estar sofrendo tanto: estou tomando os remédios direitinho(e até evitando a ritalina, já que ela me dava uma ansiedadezinha), não to bebendo(não demais, embora me abster do alcool totalmente talvez piorasse meu quadro), não to usando "heavy shits", ou drogas pesadas(o que é surpreendente, em alguns momentos da minha vida, todo dinheiro que eu tivesse e não tivesse, já teria gastado com pó ou crack, ou algo tão ruim quanto)..
Por um lado, to melhor do que estive em boa parte da minha vida.
Mas tem essa angústia..
E quando ela chega, me vem uma dor no peito, como se eu tivesse tomado cinco comprimidos de ritalina de uma vez ou estivesse sozinho depois de cheirar muuuito.
E isso aconteceu o fim de semana todo, mesmo estando na companhia da minha mãe e com muuito sorvete no congelador.
O que me angústia não é a carência, ou ter errado no passado de maneira grotesca, nem estar tentando superar o fim do meu relacionamento de maneira imatura - tentando ser "O solteiro" e sendo alguém que não sou - mas a incerteza do futuro.
Nunca me imaginei viver numa cidade como Jardim de Piranhas, e a pessoa mais próxima de mim que eu gosto é a ex.. meus familiares estão uns 50 km mais distantes.
Eu sei que é questão de tempo pra eu dominar isso, e que eu já passei pela mesma situação de desespero umas quatro vezes antes, ou muito mais..
Mas também tenho que me acostumar com a ideia de que esse vazio, esse "blues", nunca saia de mim e que preciso conviver com meu próprio Babadook, e tentar fazer disso minha força, meu combustível artístico.
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