sábado, 28 de setembro de 2024

 Se,  por algum motivo, eu morrer... Eu  acharia simbólico plantarem uma palmeira em cima da minha cova.

Eu sempre falei sobre as palmeiras, trouxe uma da clínica.. Sempre que vejo uma bem desenvolvida comento.

O epitáfio seria "if hope is lost, so are we", citação de uma música bem desconhecida do Kiss (I'm just a boy).

Reconheço meu egoísmo em querer que esse túmulo e essa muda estivessem sobre mim antes de acordarem o B. J. Armstrong.


Rascunho

 Sei que sou autoindulgente

Mas, convenhamos

É preciso ser resiliente

Pra errar o tanto que erro

E continuar seguindo em frente.


É fácil celebrar quem faz tudo certo

E nem é questão de privilégio

Todo mundo se esforça 

Julgar ou não ajudar que é sacrilégio (desculpa a rima pobre, mas a mensagem é o que vale).

Sem xingar (não alguém, é mais além, nem tem como expressar 

Pelo menos pra mim 

A dor que vem


Só de respirar/ e de tentar 

De continuar a se esforçar 

E (enquanto o mundo continua a girar)

Lutar para não se entregar 


E aguentar

Sempre com  ajuda/ porque sozinho ninguém chega em algum lugar 

{Mas prefiro pensar 

Que vale a pena lutar 

Pelo Bem

Que existe além 

De onde o Mal possa alcançar






Sobre atrasos

 Primeiro que pra algumas pessoas mais "rigorosas (ou ansiosas, eu suponho)" com horário, ser pontual é chegar 15 minutos antes; a maioria das pessoas, pelo que eu observo, porém, considera que 5 minutos de antecedência é o ideal. E normalmente quem se atrasa um pouquinho foi pq tentou chegar em cima da hora. 

Mas eu sei (espero, na verdade) que não sou só eu que considera que chegar dentro dos 15 minutos de tolerância é ser pontual.
Tipo, a menos que seja pra uma questão de vida ou morte, um voo (e juro que já tive que correr pra não perder pelo menos 2 voos, se pá até mais, cheguei no último minuto pra embarcar).. ou fim do expediente bancário, que antigamente  até dava um aperreio, mas depois do pix tá suave.


Resumo da Palestra: 14 minutinhos de atraso deveria ser aceitável em qualquer emprego (menos serviços essenciais, dãã) ou encontro. Medite um pouco, tome um café/chá/qualquer bebida; se alonguem, se pá ( no trampo, ginastica laboral tri semanal deveria ser obrigatória — duas vezes ao dia acredito que seria o ideal)... 
Não to dizendo que chegar TODO DIA 14:59 minutos atrasado seja aceitável; as condições de transporte público, entre outros pontos, deve ser considerado aqui. Só pra 

Mas 




 É um tópico recorrente, mas a imposição de ser modesto (ou a punição por ser convencido) são coisas com as quais eu não quero lidar agora. Pelo menos essa noite não, conforme Lobão proclamou e eu recorrentemente digo (com outros significados, né).
Minha luta hoje é pra provar um sorvete de tapioca que, por algum motivo além da minha compreensão (excluindo minha teoria de TEA) não faz sentido eu ainda não ter feito. Só sei que não foi de propósito.


<br> 


¨¨¨

 Não saio com eles

Nem sinto vontade

Embora eu queira me divertir

Mas não há nada que eu possa fazer

¨¨¨


Plano de tratamento

 -restringir horários de acesso à internet;

-talvez um disjuntor com timer;

-avaliar alergias;

-considerar deixar psicoestimulantes;

-as vezes parece pueril, mas espiritualidade é algo com o qual me desconectei há uns dois meses e que acredito que me ajudará;

-ENTENDER MEUS LIMITES E NÃO FAZER ALGO QUE EU NÃO POSSA. TIPO ARRUMAR A CAIXA DE DESCARGA E ANDAR SOBRE AS TELHAS (e olha que é só andar sobre as ripas/caibros, não é uma equação de segundo grau... e falho miseravelmente kkk)

-obviamente, cortar açucar, corantes, ultraprocessados... regular o sono, tomar sol.. tudo que eu  já fiz e ajudou.


Sobre megalomania:
Eu tenho uma percepção muito maior do que a minha real capacidade, isso pode ser exemplificado de várias formas. Eu sou muito carente e muitos comportamentos demonstram que eu busco validação através da aprovação alheia... e geralmente peço avaliação das pessoas mais próximas (3 pessoas, minha mãe, minha ex e meu melhor amigo), que podem observar melhor do que eu meu comportamento.

Eu também tive a fantasia de ser um musico genial desde a adolescencia, mesmo eu não tendo a menor aptidão pra música (tirando o meu excelente bom gosto - e dizer isso corrobora a questão da megalomania). Eu nunca quis ser "um musico", mas um músico "genial".

 

Desde criança eu sempre me considerei muito inteligente (muito mais do que quase todo mundo que conheci, pelo menos... e em minha defesa, tirando coordenação motora e em manter atenção por muito tempo, eu ainda penso assim).
 
Um exemplo atual é que eu estou começando minha carreira como escritor e game designer e.. eu vejo (penso) claramente que eu vou me destacar na área, ao invés de considerar que eu posso não ser tão bom como me vejo ou simplesmente não ter as oportunidades que levariam até essa posição. 


Eu tenho a mania de considerar que sei mais do que psiquiatras e psicólogos sobre tdah, tod e fobia social... eu estudei mais do que a maioria dos que não são especializados nisso, combinemos, né (é difícil abrir mão da minha razão e a maioria dos profissionais com que eu busquei ajuda de 2020 pra cá.. não ajudaram e foram nocivos pro meu tratamento.
 
 
Enfim, pensei sobre megalomania (não relacionada com mania ou hipomania; acredite, eu to pendendo muito pro outro lado) pela primeira vez há uns vinte minutos atrás (nem sei se é o rótulo certo, talvez eu só seja autocentrado e me superestime).
Refletirei sobre isso, lerei um pouco (talvez)... mas conversar comigo mesmo já me ajudou demais.

 
PS: ser megalomaniaco ou egocentrico desde criança torna isso uma falha de caráter, um "defeito"?  Ou algo patológico e (DA FORMA CERTA) melhorável?

sábado, 21 de setembro de 2024

 Tentativa de me expressar nesse momento com a Helô, em que tudo tá dando certo e tudo tá me fazendo pensar que está dando errado:


Eu tenho uma dificuldade enorme de desapegar da minha ex.  Somos "melhores amigos", supostamente, mas eu sou apaixonado por ela e... duas problemáticas nessa situação: eu preciso focar em mim mesmo ( além de cuidar dos gatim e das pranta, né? e dos exercícios, de lidar com os "alguns" vícios.. enfim, já to sendo muito auto piedoso.

Sendo adulto e consciente, não tem problema nenhum em ela ir pra lugar nenhum sem mim. 
Sendo minimamente inteligente, ela nunca vai me chamar pra evento algum e, até onde vejo, só me usa por precisar de mim. 

Obviamente um relacionamento sério não deveria ser nem cogitado, quando estou "sem fonte de renda estável"); como se eu não pudesse ganhar muito mais dinheiro simplesmente fazendo o que eu nasci pra fazer.

Eu me sinto triste por tomar a decisão de deixar ela pra lá, ela já demonstrou o valor que me dá (nenhum, ela tá preferindo "macho alfa com dinheiro") e...

E tá tudo bem, ela mudou, eu mudei. a vida normalmente é assim, ainda mais em '20.

Vou sentir saudade dela :/
mas é o melhor pra amos, é Pelo Bem Maior.

Lógico que eu não vou bloquea-la nem evitar contato quando for algo sério. Todos da minha família, as minhas ex ou amigos, se eu estiver em condições de ajudar, eu não iria negar.

Mas se eu for maduro o suficiente, cortarei contato com ela até eu conseguir lidar melhor com meus sentimentos. 

Até lá, eu seguirei meu plano de só usar whats pra contatos comerciais necessários ou contatos familiares, e só por ligação. 

Largar redes sociais (sem excluir conta, eu não sou mais tão imaturo... é só não entrar).

Ainda to pensando como restringir meu acesso à tv. Deslogar dos streamings, botar um timer na tomada ou... eu não gosto de pensar em suicídio ou em desistir de tudo e vegetar... mas as vezes parece que é a melhor opção.


Eu já falei sobre a vontade recorrente de automutilação (levem nada tão drástico) ou sobre o quanto me dói não poder fazer isso por causa de mainha ou painho? 
ou, sei lá, talvez quem eu possa ajudar...

Mesmo que nada mais drástico será feito, eu sinto uma vontade enorme de vomitar no chão, de amassar folhas de papel, quebrar copos ou telhas, gritar. 


Não posso afirmar que qualquer coisa é melhor do que a vontade de se matar, mas há quase vinte anos eu venho falando sobre isso...


Dá vontade de fazer mais uma tentativa, né? 
"
Graças aos gatos... mas eu fiz um pouco mais de esforço e gostaria que o ego de mainha não entrasse na equação; ela me ajuda, mas convenhamos... é reciproco ou a balança pesa pro meu lado. 

Mas "pelo menos essa noite não

sexta-feira, 13 de setembro de 2024

 Até a semana passada, eu percebia uma ascensão no meu tratamento, mesmo que com dificuldade com relação à aderência e consistência com o monte de coisas que (por burrice recorrente) tentei fazer de uma vez, como ter esperado até o último momento pra fazer as provas finais; pela dificuldade de lidar com os sentimentos pela minha ex; o eterno drama da minha vida adulta, que é o risco de ficar sem medicação pela dificuldade de conseguir a receita amarela; estabelecer e manter uma rotina de sono, exercícios e alimentação; estudar; arrumar a casa – perenemente bagunçada por mim (principalmente) e pelos 10 ser humaninhos felinos daqui – e me esforçar pra diminuir os maus hábitos. Ah, e não consigo usar meu notebook desde segunda (e digitando pelo cel não consigo seguir o ritmo do meu pensamento).

 

Fora consertar a descarga acoplada do banheiro daqui, que deve render um texto próprio. 

 

Mas mesmo uma análise superficial, dá pra perceber que preciso estreitar o feixe, afunilar o excesso de frentes que tô tentando abrir e.. Ouvir mais e criticar menos.

Eu queria ter algo engraçado pra incluir no texto (ainda não superei o incidente da descarga pra rir do assunto u.u), mas literalmente a única coisa que posso dizer é que sou grato por toda a ajuda que recebi e recebo; pelo tanto de experiência que eu tive e terei, que espero – acredito – que será útil tanto na minha carreira quanto pra ajudar alguém, em algum momento. Pela sorte de ter conhecido tantas pessoas fodas (e algumas até terem afeição por mim, sabe-se-lá o porquê)... Gratidão por todos os livros, filmes, jogos, musicss(não necessariamente nessa ordem) que pude conhecer.. 

Não é engraçado, mas já li (e escrevi) encerramentos piores.

 





segunda-feira, 9 de setembro de 2024

Para mim, é muito interessante notar a semelhança — inclusive entre a indústria da literatura, teatro e jornais, desde o sec XIX e muito bem abordada em Ilusões Perdidas (meu livro preferido) — da indústria fonográfica ou audiovisual (músicos, atores e demais profissionais da área ainda são reféns de quem manda na gravadora ou estúdio) com a área de game design.

Empresários, produtores, executivos e CEOs de corporações já podaram e podam a expressão artística há muuuuuito tempo, além de literalmente explorar o talento de quem apenas, unicamente, simplesmente, só quer que sua obra tenha o alcance que merece e cumpra o objetivo para o qual foi idealizada, que é... bem, nesse ponto, já entra na subjetividade do termo "arte", mas basicamente a arte não é conectar seres humanos, exprimir um pouco de magia na vida de todos que podem se beneficiar por receber a mensagem contida ali?  


Músicos de Blues ou de Rock sofreram muito com contratos absurdamente exploratórios, atrizes sofreram e provavelmente ainda sofrem com o "teste do sofá", por exemplo. 

Quantas obras de arte não chegam a se materializar por decisões capitalistas ou arbitrárias? Livros, pinturas, peças, atuações, coreografias, series, filmes e animações... 
Quantos artistas não se suicidaram ou viveram uma realidade mais triste do que deveriam (redoma de cristal, gaiola de ouro que chama) por contratos abusivos, por manipulações das suas necessidades afetivas, inseguranças ou mesmo vulnerabilidade econômica? Fora a questão de induzir à dependência química, ao costume do luxo e facilitações, etc. que envolvem o meio artístico.


Mas enfim.. claro que vivemos no mundo real, e óbvio que interesses financeiros/comerciais estão envolvidos nesse âmbito, porém... e esse é o ponto em que eu quis chegar ( e desculpem o desvio que usei para contextualizar o que ocorre na indústria de jogos, onde estou me inserindo): 


Muitos jogos que poderiam ser geniais tiveram que ter o seu tempo de desenvolvimento diminuído, e o resultado final foi insatisfatório, devido data de lançamento precisar coincidir com datas festivas (para aumentar as vendas). 

E a indústria de jogos independentes, os "indies", é cada vez mais expressiva, justamente por não ter essa "amarra" criativa, por o projeto ser sincero, autêntico. Eu, que gosto muito e já li biografia de vários artistas, vejo que é a mesma velha história, saca? Tim Maia e Lobão tão ai pra comprovar que existem alternativas. 


É lógico que não estou dizendo que não existam questões mais urgentes na nossa realidade atual (trabalho escravo, fome, falta de acesso à saúde ou saneamento, guerras, feminicídio (entre outros crimes de ódio)... Ser artista não impede de defender essas causas, inclusive. 

Estou apenas abordando um tema que é do meu interesse e que não deixa de ser válido. 

 Praticar o 10º passo, enxugar o texto dos meus votos (para torna-los mais compreensíveis)... e inclusive usar o 10º passo na aplicação — ou aderência ou qualquer que seja o termo mais adequado — diária dos votos. 

Me parece ser uma prática na qual eu deva investir. 
 

Obviamente eu tenho que priorizar os hábitos que preciso estabelecer e os comportamentos que preciso mudar, além dos métodos que devo adaptar pro meu neurodivergismo (ou funcionamento/processo cognitivo); é um pouquinho de coisa a mais do que eu posso lidar de uma vez, considerando que eu to tentando também melhorar alimentação, combater o sedentarísmo e solidificar um cronograma diário... por isso priorizar é o mais importante, no momento. 

Escrever no blog não é mais uma prioridade, porém eu percebi que falar sozinho (ou bloggar, né, quando consigo) ajuda a não ficar perturbando os outros no chat e contribui pra eu sabdi cconseguir desenvolver ou descartar as ideias... fora liberar espaço na minha mente. 

ps: Só pra fins de registro, usar o air climber enquanto jogo pokemon unite (no switch, com um joycon em cada mão e usando)

ps²: Também to escrevendo alguns esboços de crônicas, ao estilo Mario Prata e Fernando Veríssimo.. com enfoque em TDAH, Fobia Social e das lembranças da minha vida e no que observo do mundo.

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

 Falhar só é um fracasso quando paramos de tentar. Ou quando não tiramos um aprendizado da experiência.

Maaaas as vezes temos que "derrubar o rei" e admitir que a privada que ainda está vazando venceu, não tem como ignorar os fatos kkkk

Bem, estou lidando com uma crise de frustração, que me levou à raiva e a ser ignorante com minha mãe. 
Estou sem comer desde o almoço, o que é um fator a se considerar.
Eu tbm não estou lidando bem com a frustração com relação à descarga do banheiro. O banheiro tava interruptor pra luz há mais de um mês e o chuveiro não estava funcionando há mais de um ano.. a descarga tá vazando há uns dois meses, por aí. Deve ser algo tão simples de consertar que me frustra mais ainda não conseguir resolver esse pequeno problema; e com certeza gastar tanta energia em algo simples faz com que eu me sinta incapaz. 
O objetivo mais importante do mundo pra mim hoje era consertar a privada... e não só não consertei como eu ainda piorei o vazamento: tá vazando pro piso, ao invés de só pra dentro do vaso.
Meu celular tá problemático, mas eu acredito que