A confusão nunca acaba, dentro da minha mente.
O que mais tem me tirado o juízo, ultimamente, é ficar pensando se vale a pena continuar com minha mulher sendo que ela, em hipotese alguma, parece me considerar o seu marido.
A impressão que eu tenho é que eu sou só sirvo pra cama e pra ela não ficar sozinha; ela não pensa em nós, ela não pensa em mim. É cada um por si, eu com meus problemas e ela, com os dela.
Pelo menos é o que parece.
Claro que eu tenho que ser independente e saber me virar, e faço isso na medida do possível.
Mas qual a vantagem de estar num relacionamento em que a outra pessoa nem ao menos se importa com o que você pensa ou sente, e não gasta uma mínima porção do tempo pra fazer você se sentir bem? Quando a pessoa coloca todas as suas vontades e desejos como prioridade, e tudo que você quer fica pra depois, não é importante?
Quando eu pensei em pegar um empréstimo, ela me mandou pensar muito bem, num tom de quem discorda totalmente.
Eu pegaria um emprestimo pra comprar minha guitarra, compraria roupas pra mim, pra ela e pra filha dela e provavelmente ainda viajaríamos com esse dinheiro. E eu pagaria uma das tatuagens dela, pelo menos.
Quando ela vai e pega o empréstimo, sem planejar direito, pega a grana apenas para fazer tatuagens, comprar uma cama -a única coisa "pra nós" que ela fez, e se ela terminar, a cama ainda é dela, não tem nada de minha, de nossa - até um jogo de cama, ela não quer comprar; nem uma máquina de lavar, que ela queria tanto, ela não quer; eu insinuei várias vezes que ela poderia pegar um valor um pouco mais alto e eu pagaria a parte relativa.
Mas ela não quer vínculo financeiro nenhum comigo, além do da fatura do cartão.
Eu queria pegar emprestado dessas centenas de reais que vão sobrar, pra comprar uma guitarra usada. Uns 300 ou 400 reais.
Mas ela já reclamou quando eu falei que ia gastar 40 com uma caixa amplificada, e olha que isso é menos do que ela gastou com o corte de cabelo dela, menos da metade do corte dela e da filha.
O que ela talvez não saiba é que uma guitarra é a coisa que eu mais quis na vida, desde os quinze anos ou menos.
Que nunca tive pai ou mãe pra me dar uma(ganhei um violão com 20 anos, e violão não é a mesma coisa), e que se eu continuar vivendo da maneira que estamos, só vou poder comprar minha guitarra daqui há uns dez meses ou mais.
daqui a dez meses talvez eu nem esteja mais vivo, posso morrer sem ter realizado o único desejo material que eu tinha..
Não entenda errado, não to "de olho grande" na grana dela.
Mas eu vou ter que cobrir os gastos que a renda dela, diminuída devido ao empréstimo, não cobre.
Ela já mencionou uma parcela do emplacamento da moto dela, que daria pra pagar se ela esperasse mais um mês antes de se tatuar.
Mas tudo bem, dai eu cubro as despesas; eu recebo mais e não ligo pra grana mesmo.
Mas os meus sonhos, minhas vontades vão ficando em segundo, terceiro, último lugar.
Eu quero comer sushi há quase dois meses, e a gente não vai.
Mas filé, ela compra e ainda dá a desculpa de que é pq a filha dela tbm come.
Mas a filha dela só come o macarrão e a batata frita; e se é pra matar a minha vontade, eu gasto com o sushi e com a batata frita, poxa.
Quer dizer que eu nunca vou poder comer sushi só pq P gosta do macarrão que vem com o filé, e das fritas.
Como se ela não gostasse de milhões de outras coisas..
Ela ficaria feliz da vida se a gente comesse sushi e ela comesse um miojo, juro por deus que ela ia sair cantando como um passarinho.
Não é que eu queira terminar, é só que não dá pra continuar se a pessoa que estiver do meu lado estiver pensnado em "cada um por si" ao invés de "unidos venceremos".
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