terça-feira, 27 de agosto de 2024

Após a reunião do AA de hoje, eu senti reafirmada uma noção que eu já tinha: os grupos de AA, que tem uma base de membros mais firme, se não se unirem com o NA ou se não houver um esforço coletivo muito grande pra divulgação  (IP) do alcoolismo como adicção, , o cenário não vai melhorar tanto quanto poderia (na minha opinião).
Eu vou numa reunião do AA e não sinto tanta identificação. A maioria (os menos de vinte que já vi nos grupos que frequentei) é de pessoas com décadas de sobriedade. A maioria diz que parou de beber na primeira vez que ingressou (repito, quase todos há décadas).  

O AA, eu sinto, pode se beneficiar muito com uma atualização na literatura (e na abordagem), abrangendo outras doenças mentais e deixando de se separar do NA (afinal, alcoolatra é adicto, não precisa usar nenhuma outra substância pra se encaixar no conceito de adicção; até quem é viciado em jogo ou em chocolate tá no mesmo barco).

Isso é uma percepção pessoal minha, que eu acredito que faz muito sentido (posso estar errado, quem sou eu — que ainda to lutando pra alcançar a sobriedade — pra querer dizer o que é melhor?).

Pros veteranos, peço apenas que reflitam e vejam nas salas que frequentam quantos recém-chegados aparecem, quantos ficam e quantas reuniões são só pessoas com 20, 30, 40 anos sóbrios (não que seja algo ruim, muito pelo contrário); mas o que vai acontecer quando essa ruma de coroa sóbrio morrer? o AA vai continuar alcançando tantos lugares? E, por mais perigoso que o álcool seja, segregar quem só bebe de quem usa outras substâncias é o caminho? 

Os alcóolatras que estão em recuperação há décadas não estão sendo conservadores demais e ignorando a realidade de hoje em dia? 

A reflexão fica com cada um, tudo é só minha opinião.

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