Uma da coisa engraçada sobre mim é que eu me afeiçoo aos traficantes com quem compro drogas com mais frequência.
Um exemplo é esse que acabei de visitar, e que atualmente passa por um respeitável pai de família — mas despacha as mercadorias através da esposa mesmo, muitas vezes. O apelido dele é Pancadinha, mas o nome(e eu sempre prefiro usar o nome) é Lenilson, e pra tu ter uma ideia da figura, ele tem um adesivo escrito "Raça do Cão" na moto e tem(ou tinha) um Diabão de uns 70 cm em cima do rack, ao lado de um copo d'água(aparentemente ele faz parte de uma vertente mais "magia negra" do Candomblé). Mas depois que ele se mudou pra essa casa nova e começou a morar com a mãe do filho, ele tá até com a fisionomia melhor, com um semblante menos carregado. Eu poderia até mesmo dizer que ele tá com a aura menos sombria, se fazer afirmações desse tipo não me soasse pueril demais.
Mas enfim, o fato é que foi lá que comprei maconha nas últimas 5 ou 6 vezes, e apesar de nunca trocar mais do que as palavras de praxe(—"tem 'a coisa'?" —"tem" —"me vê uma(ou duas)"), eu desenvolvi algum tipo de afeto pelo casal kkkk
Nenhum comentário:
Postar um comentário