sábado, 25 de janeiro de 2020

25/01

ontem eu estava bem animado: a perspectiva era de que eu fosse chamado pra trabalhar em uma fábrica de costura aqui em Parelhas — e seria um emprego monótono pra caralho, numa linha de montagem.
Mas com o ordenado eu poderia castrar as minhas gatas, teria como adotar as gatinhas da minha mulher, assim como pedi-la em casamento, bem como continuar meu curso superior no turno noturno(no ano que vem, quando essa oportunidade será aberta).. mas mesmo assim ainda foi um dia difícil.
No final da noite de ontem recebi a notícia de que não fui selecionado pro tal emprego. Eu já tava contando com a vaga, então passei o dia de hoje amargurando a frustração e pensando nas alternativas.
Uma delas é(não sei se isso já foi citado nessas minhas memórias, mas é algo que venho pensando recorrentemente nos últimos dois anos) simplesmente subir a serra do boqueirão e viver na natureza semi-árida do Seridó por pelo menos uma semana e ver o que a experiência me trará. Provavelmente isso é um delírio não muito raro entre pessoas próximas da minha situação de desesperança, então não creio que eu vá ceder a ele facilmente.. mas fica aqui um registro caso eu algum eu vá e não volte. kkk
Não que alguém fosse achar esse relato, já que eu tranquei o blog, mas whatever kkkkkkk

A ideia de sumir me agrada, tanto quanto a de morrer.. mas eu nunca iria fazer isso com as pessoas que amo.
Esse é o real peso da responsabilidade emocional: tu nunca se livrará dele. Uma vez consciente da implicação que ele exerce, você tá simplesmente lascado, não dá mais pra ignorar.

Eu só queria que a espiritualidade tivesse uma influência menos subjetiva na nossa vida, que

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

2020 - primeiro dia(ou madrugada).

Antes de qualquer coisa que eu vá escrever daqui pra frente, quero salientar duas coisas:

1ª: Os posts a partir dessa data serão marcados pelo ano em que forem postados(à exemplo desse, 2020) — isso é p/, além de fins organizacionais, destacar a data de hoje;

2ª: e só pra aliviar um possível leitor do fardo de algum tipo de julgamento, estou escrevendo e irei manter esses relatos, em boa parte, visando ter um registro desse período que possa compartilhar com algumas pessoas(a princípio, só consigo pensar em Juninho, Aninha, meu pai, minha mãe, meu tio Fran.. talvez Heloyse e.. se pensar em mais alguém, acrescento depois). E pra registrar o momento exato em que to escrevendo isso, acabei de fazer um carinho em Lukinha, que tá em cima do travesseiro bordado com Darth Vaders e Stormtroopers


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Essa parte é só um resumo do que aconteceu e depois irei organizar numa linha cronológica mais compreensível, mas to lembrando de uma etapa da minha vida que foi estranha. E isso talvez sirva como relato sobre como é ter TDAH.
Mas enfim(essa será uma frase frequente daqui pra frente, foda-se a boa escrita), eu era um adolescente com TDAH e havia feito ao menos 5 mudanças drásticas de ambiente: com 10 anos, me mudei de São Paulo para o Rio Grande do Norte. Foi uma mudança tranquila: o povo do RN em geral é hospitaleiro e eu tenho uma família grande aqui, então a transição não foi tão difícil. Além do mais, meus pais ainda estavam juntos nessa época, então a estrutura familiar não se alterou em seu núcleo.
Após uns dois anos, meus pais se separaram(o que eu levei super de boa — lembro de ter falado pra minha mãe algo do tipo "é melhor do que vocês ficarem juntos brigando, né?". O fato de eles se separarem nunca me afetou em nada, o que me desestruturou é que tanto meu pai quanto minha mãe ficaram desestruturados após a separação.
Minha mãe teve, como consequência da separação e de umas merdas que meu pai(como um ser humano geralmente faz, percebam que não há há julgament fez — e que não cabem nesse relato, mas poderão ser assunto para um próximo post)uma crise depressiva

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

ir em currais novos
passar uns dias no sítio
fazer parte do roçado