sábado, 31 de dezembro de 2016

Último dia do ano.
E a menos que você se isole da sociedade, não tem como não ser atingido pelo clima.
Igual no Natal, há uma semana atrás..

Pode-se gostar ou odiar, mas a menos que você se isole numa caverna ou no Netflix(o que soa depressivo até pra mim), não tem como não ser afetado pela atmosfera de fim de ano.
Eu já passei fins de anos bebendo, dormindo, até fumando crack - sozinho embaixo de uma caixa d'agua NA CHUVA! - e não ligo pra datas.
É um dia como outro, pra mim.

Mas não é!
O mundo todo já tá num ilare, Ilare, ê.
Até o transito muda.

Tudo pára(tem acento mesmo, mãe?).. é quase igual jogo da seleção na copa do mundo(quaaase, mas jogo da seleção faz até avião parar - e eu passei por isso, em 98).

Você pode ignorar que não tem delivery, fingir que os fogos são pq Batata foi eleito em Caicó ou até cozinhar milho e fingir que é São João..

Agora não dá pra ignorar que não dá pra pedir Ifood e que o risco de pegar um psicopata no Uber aumentou criticamente(QUEM trabalha no ano novo? Alguém que precisa de dinheiro e pode muito bem se enganar e achar que meus pulmões, rins ou fígado vão valer algo na
deep web).

Não dá pra ignorar que quase todo ser humano fez planos pra noite de hoje por semanas.
Que roupa branca virou uniforme(vou passar de preto por falta de opções, mas vão me olhar feio, eu sei que vão) e que 90% do Brasil vai procurar uma praia.

(fora as piadas infames que até eu detesto - e olha que gosto do humor retardado, do nonsense até o humor negro)

As pessoas tem essa ilusão de recomeço(o que não critico.. acho ótimo, inclusive), tudo bem e pá, um dia otimista e com boas energias(hipócritas ou não) no ano é melhor do que nenhum.
Mas juro que preferia que fosse um domingo normal. ;x

sábado, 24 de dezembro de 2016

A melhor maneira de afastar as pessoas
É sendo sempre sincero
É assumindo o que se tem de pior

Se exponha e veja quem sobra
Quem aguenta a onda de realmente te conhecer
E ainda estar ai, com você.

Os tempos mataram o amor até a morte
Hoje só existe amor enquanto der
Enquanto for minimamente conveniente
Mas é melhor não deixar seus problemas apareceram, senão é bye bye e bon Voyage, my darling.

Enquanto isso, tentamos aprender a sermos nos mesmos e tentando sempre ser melhores.
Ou pelo menos menos ruins.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Reinício

Eu to tirando do ar todos os posts antigos(de novo, mas tá tudo salvo como rascunho) pq eu quero olhar pra frente.
Pode parecer uma decisão banal - assim como jogar uma droga pela descarga pode parecer banal pra um não usuário - mas pra mim, pro meu psicológico, isso significa alguma coisa.

Pra resumir os últimos meses, eu tive recaída de depressão e dependência química

quarta-feira, 27 de abril de 2016

And on the 8º day..

Verão de 1974

Jake não era um carregador de movéis.
Isso era o que ele fazia pra ter grana.
Grana necessaria para faze-lo ser, de fato, o que ele já era.
Jake Irons era um rockstar.

Ele trabalhava cinco dias por semana, oito horas por dia.
Fazia isso pra ter dinheiro pra sair com garotas, claro, afinal ele tinha 17 e os hormonios comandavam boa parte dos seus pensamentos.

Mas principalmente, fazia pra ter como pagar o aluguel d"A Sede", o porão que ele e sua banda usavam pra ensaiar.
Além de todos os aditivos que eram necessários pra magia acontecer.

Todo ensaio tinha alcool, estimulantes e maconha suficientes pra fazer quase qualquer merda que eles tocassem parecer genial, inclusive as versões "sincopadas(que na verdade, eram só fora de ritmo)" de bandas como os Stones, Cream ou algo mais pesado como o Sabbath¹, algo que o baixista obcecado por Funk, Jey Seeks, insistia em tentarem, todo final de ensaio.

Eles não tinham um nome pra banda ainda, e nem uma ideia de como começar compor as músicas.
A verdade era que nenhum deles tocava bem, além do baterista, Matt Daniels.

Ele tocava pra caralho, e se comparado ao resto da banda, era um deus.
O único motivo pra ele ainda tocar com os caras era toda a erva, vodka e anfetamina que conseguia consumir(de graça, obviamente) nos ensaios.
O que era quase o dobro do que qualquer um da banda precisava(ou aguentava).
Ele era alto, quase 1,90, e tinha cabelos que pareciam molas, na altura do ombro, e sempre tinha aquele ar de "qual vai ser a loucura que vamos fazer essa noite?"


Jey Seeks não era tão bom ainda no baixo, mas tentava acompanhar a bateria o melhor que podia, e a cada ensaio se saia melhor.
Ele tbm era o intelectual da banda, sempre com um livro na mochila, quase sempre sério(menos quando estava chapado) e era de longe o mais maduro deles, apesar de ser o segundo mais novo.
Gostava de jazz e funk, adorava os ritmos truncados, mesmo que não conseguisse reproduzi-los. E, como todos os outros, amava com todas as forças tudo que fosse rock'n'roll de verdade.

O vocalista, como é de se esperar, era o mais bonito dos quatro.




¹O trecho se refere ao Rollings Stones e Black Sabbath, obviamente.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

sábado, 16 de janeiro de 2016

A gente finge que tá tudo bem.
Que não tá quebrado por dentro, que a vida é boa e que os outros não podem te afetar.
E afinal, amor era pra ser uma coisa boa, mas a saudade existe e chorar faz bem.
E tudo que você tem que fazer é não se matar, seguir em frente e foda-se o que acontecer, dá pra superar.
Pq viver é contrair dívidas, doenças e desilusões.
Magoar quem tu ama e sofrer.
Sentir fome ou comer até passar mal.
Ver quem tu ama te odiar e você nem ter a certeza do motivo.
Conhecer pessoas que não preenchem o vazio, arrumar ocupação pra matar o tempo perdido e quebrar as louças que são de vidro.
Tomar lítio e ritalina e rezar um terço quando tudo parecer intenso demais pra ser possível sentir.
Escutar o que tu mais quer ouvir e não saber o que fazer.
Viver é lavar roupa no sábado de manhã, comer Doritos e rezar pra não ter visitas pq você nem se deu ao trabalho de lavar o banheiro.
Mas viver tbm é reencontrar pessoas que ama, assistir Gumball chapado ou tocar gaita, e olhar as fotos da ex-enteada que ficaram salvas no celular.
As vezes, viver vale a pena

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

O melhor dos grupos que já participei, entre os de gente doida, é o do grupo de apoio borderlines.
Eles são muito abertos, falam dos seus problemas como eu falo dos meus, com naturalidade e, com relação aos emocionais, muita dor.
Eu não acredito que eu seja borderline, mas me identifico muito com as pessoas de lá, e tbm creio que é um bom campo de pesquisa pra quando eu fizer Psicologia.


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Já tem um tempo que sal de frutas é um dos componentes do meu café da manhã, certo?
Mas foi preciso a mina que to ficando vomitar sangue pra eu ir no médico.
Não fui trabalhar, mas vou daqui a pouco no hospital pegar um atestado, uma receita de omeprazol ou algo do tipo e pedir uma endoscopia.

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sábado, 9 de janeiro de 2016

Eu, como sou preguiçoso e altamente persuasivo(além de oportunista), sempre consigo que as pessoas busquem coisas(geralmente cerveja) pra mim.
Mas hoje, me superei.
Eu tinha atrasado o aluguel de propósito, pra virem buscar a grana aqui em casa ao invés de eu ter que me deslocar até o locatário.
Então, na hora que eu tava indo no mercadinho, fazer umas compras e comprar cerveja, batem na porta atrás do dinheiro.
E nesse momento, acabei de chegar em casa de carona: fiz o cobrador me levar E ME TRAZER até o mercadinho.

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É tipo no último show underground que fui.
Passei o show inteiro num sofá, sentado.
Eu tinha tomado um doce e tbm comprei bright, mas nada tirava meu cansaço; então eu não me levantei pra nada a não ser pra ir no banheiro.
Não levantei mais do que uma

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Minha semana se resumiu em assistir Hunter x Hunter no Netflix, protelar a arrumação da casa, comer açaí e lutar contra a vontade de beber.
Passei por umas bads temporárias tbm, mas nada demais.
Nada com que eu não esteja acostumado.

Meu horário continua

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Eu evito comprar livros pra mim - só compro pra presente - e tenho alguns motivos(que não a sovinice) pra isso.

Além disso, livros ocupam espaço.
E pesam.
Como me mudo periodicamente, isso é um empecilho e tanto.

Eu sou usuário de biblioteca há uns 18 anos ou mais

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Já morei em 5 cidades diferentes, isso apenas no RN.
Caicó, Jardim de Piranhas, Jardim do Seridó, Natal e Parelhas.
E já to doido pra me mudar de novo.
Qual o nome dessa doença?

Mas to planejando me mudar pra Paraiba dessa vez

domingo, 3 de janeiro de 2016

Eu to acometido por dois tipos bem específicos de paranoia:

O primeiro é sensação de estar sendo stalkeado; as vezes, eu tenho a nítida impressão de que tem pessoas me perseguindo na internet.
Até pelas visualizações nesse blog(que acho que vou parar de olhar, já que elas só me deixam curioso e nervoso), ou por curtidas vindas de perfis obviamente fakes.. fora os fakes que adicionam você x_x
Suponho que iaao seja besteira, e tanto faz, na verdade; mas na hora que vejo essas coisas, a mente dispara e penso um monte de besteiras sem sentido.
Enfim.. pelo menos nesse caso eu sei que estou brisando.


A segunda paranoia é a de que eu vou acabar lendo um spoiler do Star Wars VII antes de ver o filme.
Meu coração dispara toda vez que vejo o nome ou alguma imagem do filme, enquanto eu rolo a tela o mais rápido possível e olho pra outra direção.
Essa é pior pq eu acho absolutamente normal reagir assim, que injustificável seria deixar de agir dessa forma.